quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

E 2010 Se Foi... Xaus!

Eu havia escrito outra coisa no meu rascunho desse post, aliás, coisa rara é escrever rascunho antes de postar aqui. Bom, mas aí lembrei de como comecei 2010 e como estou terminando. Pra quem não lembra, já havia passado o Natal de 2009 com o pé dolorido, e na virada para 2010 eu não conseguia sequer colocar o pé no chão, imagine pular onda. Fato é: Entrei 2010 com o pé esquerdo, tava no meio de uma confusão pessoal tão grande que eu pensei... Se é pra passar por algo ruim, que seja agora. Aninho complicado esse.
Aqui pensando como 2010 mudou minha vida em vários aspectos. Os amigos que fiz, as oportunidades que tive, as paixões que me levaram ao céu (e que me trouxeram de volta ao chão - poft! - rapidinho), o impossível se tornando possível, as perdas... Mas sabe, agradeço a Deus por tudo. Apesar da saudade da minha avó, eu creio firmemente que foi melhor pra ela, e me conforta saber ela está melhor que eu.

Também foi o ano das viagens... Conhecia tão pouco do Brasil, até do meu nordeste mesmo. Em um ano só, João Pessoa, Mossoró, Recife... E o gostinho de continuar descobrindo outros lugares. Ah, já ia esquecendo... Incluir na lista a Holanda, que eu não conhecia também (e um pouquinho da Bélgica).

Vou falar de amores naum. Vou falar que amei, me permiti amar e que continuo acreditando que o amor transforma pessoas, e que manter o coração aberto vale muito a pena.

No final das contas, pra resumir (não em 140 caracteres do Twitter): Com perdas e ganhos, analisando tudo, acho que o ano foi positivo. Melhor, prefiro acreditar assim. Ganhei bons amigos (não vou ter a coragem de colocar o nome de todo mundo aqui e depois ter minha orelha puxada por ter esquecido algum), dei muita risada (verdade que também chorei muito), tive saúde e acho que me dei uma trégua, consegui um pouco de paz, de sossego.

E pra vocês, um 2011 muito melhor do que foi 2010. Que tenham felicidade, saúde, sonhos palpáveis para que alcancem, sonhos impossíveis (ou não) para que continuem buscando. Sorriam, acreditem, sejam felizes porque merecemos, né não??? :o)


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Ho Ho Ho From Netherlands

Eu deveria ter postado final de semana passado, mas sei lá.. Não deu vontade, e como todos sabem, só escrevo quando quero, quando a vontade é maior do que eu.

Final de semana passado resolvemos primeiro ir para Antuérpia, porque sou nojentamente chata, e sei das recordações em Antuérpia, portanto era mais pra observar e menos pra realmente curtir. Como Deus sabe todas as coisas, compramos as passagens, mas devido ao mau tempo, quando chegamos em Rotterdam o trem iria atrasar mais de uma hora. Fomos ao serviço de informação arriscar a troca das passagens para Amsterdam, e conseguimos. Fizemos o que ele nunca fez aqui, morando há quase três anos… Um tour pelos canais de Amsterdam. Antes de irmos, andamos um pouco pelo centro da cidade, ainda fomos até a bilheteria do Museu do Sexo (alguém esperaria algo diferente de mim? rs), mas por causa do horário, não rolou entrar e ver a série de sugestões do Kamasutra.. Hehehe. Entramos numa loja de souvenirs, e a parte mais interessante foi ver os produtos todos relacionados ao uso da maconha. Cachimbos, isqueiros, camisas, biscoitos, uma gama de coisas. Não tirei foto porque vai que o dono vem tirar satisfações, né?

Eu não sei o que acontece com a Holanda. Diferente da Alemanha, parece que a municipalidade não se incomoda muito com a quantidade de neve nas ruas, em como é perigoso para o pedestre andar assim. Em Amsterdam, o Schatzi levou um tombo, que eu senti a dor por ele. Até agora eu tenho me livrado de quedas, que poderiam ser a coisa mais linda da pagação de mico e poderiam me dar um prejuízo imenso se quebro ou torço alguma coisa. Vamos ver as fotos..



Aproveitando que é semana do Natal, desejo aos meus amigos a PAZ de CRISTO. Não gosto de pensar que as pessoas só desejam o bem e se preocupam com as outras nessa época. Toda hora é hora de praticar o bem, mesmo no meio de algumas maldades, porque somos humanos.

Alguns me perguntaram porque vou passar o Natal em casa, sozinha. Eu respondo, sem problema… Schatzi passa o Natal com a família, e estamos recomeçando, portanto, não é uma boa hora de chegar lá, do nada, e dizer “Oi, de novo!”. Se eu já sabia? Claro! Fiz a escolha de ficar sozinha esses quatros dias para poder ficar mais um mês, porque ele se incomoda que eu fique sozinha no Natal. Fiz uma escolha, e me responsabilizo por ela. Não vou morrer, não vou sofrer, e não estou lamentando. Ele está contando os dias de voltar, eu não. Sinal que sente falta, o que me deixa feliz.

Então amigos da rede bobo… rs.. Deus esteja com vocês, sempre. Que tenham um Natal abençoado. Semana que vem tem retrospectiva do meu ano, então, preparam-se pra um texto longo.

Beijo e bis bald!

P.S.> Será que Papai Noel vai me dar algum presente? Fui uma boa menina, e ninguém duvida disso, né? Hehehe


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Ás Vezes, Viver É Recordar

Quatro dias viajando, tomando o rumo de Stuttgart e Munique, no sábado, nem tantas fotos como eu gostaria, mas muita coisa sendo lembrada, relembrada e outras, definitivamente, esquecidas.

Em Maio de 2002 botei meus pés pela primeira vez na Alemanha, no aeroporto de Frankfurt, indo comer alguma coisa em Stuttgart, capital de Baden-Wüttemberg. Oito anos se passaram, e volto a colocar os pés novamente em Stuttgart (depois de cinco anos sem sequer passar perto), e não por escolha minha. A razão pela qual o Schatzi quis ir pra lá, talvez seja pra lembrar como ele gosta da cidade, ou outra razão qualquer que eu ainda não tenha compreendido. É estranho como eu não lembro de quase nada de Weilheim, cidade que estive com ele antes de tomar um pé (ai ai acho que o povo adora se ver livre de mim). Não lembrava de supermercados, de ruas, nem do McDonald’s que íamos. Simplesmente apaguei tudo da memória e ele não conseguia entender, até eu explicar que quando você quer excluir alguém da sua vida, você começa pelas lembranças. Claro, ele não gostou de ouvir, mas também não tinha o que falar.

Estar em Sttutgart, e no sábado em Munique, foi ótimo. Alguns sentimentos vieram à tona, outros foram reforçados, e a maneira de ver as coisas passam a ser completamente diferentes. Dias frios e chuvosos em Stuttgart... Um tumulto gigante em Munique (além do penúltimo final de semana antes do Natal, ainda tinha o jogo do B. München contra o St. Pauli). Foi bom rever tudo e ainda reencontrar Carol, o meu anjo, e Martin. Foi um ótimo encontro, com muita conversa, muitas risadas, e a promessa de um novo encontro.

Assim como Munique, Stuttgart que tem cerca de 800 mil habitantes, e geograficamente é maior do que Natal, acabou nos oferecendo ótimas oportunidades em relação aos restaurantes… Desde os de cozinha regional aos de cozinha espanhola, tailandesa, italiana. A média de preço em restaurantes não tão caros fica entre 15 e 30 Euros o prato.



Esse post deveria ter sido publicado na segunda-feira, mas eu continuo com problema no WLWriter, aí me viro como posso. Aproveito que tudo atrasou, e dedico o post a minha avó, que faleceu na terça-feira à noite. Descanse em paz, vó Juvita… Eu te amo.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

FDS De Muita Neve Em Wuppertal

Queria poder resumir o final de semana, mas os dois dias em Wuppertal foram ótimos. Na verdade, nosso desejo era viajar para Stuttgart e Munique, mas não deu. Como o Schatzi queria realmente viajar, então resolvemos ir para a área que para ele significa muito: Wuppertal, Dússeldorf e Colônia.

Como ele está sem carro, rapidamente aprendeu o caminho pra alugar um (Corsa 1.2, com vidros elétricos e ar-condicionado, seguro total, GPS, com 500 Km inclusos, ficou por volta de 140 Euros, mas tivemos que pagar 200 Km extra, ou seja, mais 38 Euros) e na sexta-feira mesmo já estávamos a caminho do oeste alemão. Pegamos muitos engarrafamentos ainda dentro da Holanda, e aqui a velocidade máxima nas rodovias é de 120 Km/h (ao contrários das Autobahns, que em muitos trechos você pode acelerar muito), ou seja, levamos mais de duas horas e meia para chegar em Wuppertal. Não sei porquê, mas ele queria por que queria primeiro procurar o hotel em que ficamos a primeira vez que fomos juntos para lá. E o mais engraçado, eu tinha o endereço do hotel, mas não achei que fosse o mesmo. Lembrando de como foi aquela viagem, tantos anos atrás, falando sobre detalhes, achamos o danado do hotel. Como já chegamos no início da noite, e com fome, fomos ao lugar preferido dele... A Bergische Universität Wuppertal, precisamente ao restaurante dos estudantes (Mensa). Aliás, se na UFRN tivesse numa Mensa daquelas, acho que os estudantes fariam festa todo dia. Não, a refeição não é grátis, mas o preço é bem camarada, o atendimento é bom, e a comida é boa. Como estávamos cansados, resolvemos voltar para o hotel e conversar sobre pra onde ir no dia seguinte. 
 
Decidimos fazer cumprir uma promessa antiga (tinha uma competição em Düsseldorf, a cidade estava lotada e complicado de andar por lá), já que há cinco anos atrás ele prometeu me levar para um dos maiores centros de compras da Alemanha, Oberhausen. Sendo assim, Düsseldorf fica para uma outra oportunidade, e Colônia, bom, tenho razões pra por enquanto, deixar em segundo plano.
Gente, o que é aquilo? Carros e mais carros, filas de ônibus indo para Oberhausen, muitos estacionamentos em volta. E dentro do shopping (por sinal enorme)? Lotado! Mas mesmo lotado, dava pra comprar as coisas com calma. Até agora ainda não sei porque concordei em comprar equipamento pra malhar, juro! Foi só chegar em casa, dar uma relaxada e pronto, bora pra rua caminhar no frio 45 minutos. Aguentei firme e (mais ou menos) forte, quase entregando os pontos é verdade, mas fiquei bem e não tenho nenhuma dor no corpo.
 
Foi bom brincar de jogar bola de neve um no outro, de correr feito criança na rua pra não tomar uma bolada dessas. Foi bom ler de volta ao hotel o quanto sou desinteressante pros outros, assim finalmente posso focar na reconquista do Schatzi. Sabe aquela história de ficar que nem cachorro, correndo atrás? Pois, isso cansa e embora o amor seja enorme, já passei da idade, né? Prefiro ser o cãozinho amigo, aquele que só é chamado quando há real interesse em compartilhar alguma coisa, mas sem cobrança alguma. Ás vezes lágrimas são necessárias pra lavar a alma, e fazer com que a vida siga. Se Deus me deu a benção de ter alguém do meu lado para, nesse momento, chorar comigo e dizer que não quer mais me magoar e que qualquer coisa que me magoe o magoa também, é agradecer e muito. Não quero pensar no futuro, quando voltar ao Brasil, quero pensar no agora. Meu Schatzi sabe quem eu quero e não quero na minha vida, e não me pede pra esquecer, deixar pra lá, porque ele sabe minha resposta (acho que todo mundo sabe a resposta... NÃO, eu não me afasto do amigos que amo). 
 
E pra terminar deixo alguns vídeos amadores que fiz em Wuppertal, sem edição, e uma coisa interessante... Quando íamos pra o oeste alemão, já na fronteira com a Alemanha, tocava no rádio “Ironic”, de Alanis Morissette (eu achei irônico voltar alí com a mesma pessoa de anos passados). E na volta, já na Holanda, tocava uma das músicas que mais tocou quando visitei o Schatzi pela primeira vez, “Whenever, Wherever”, de Shakira (que ele não gosta). Coincidência? Não creio em coincidências.





quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Um Primeiro de Dezembro Especial

Primeiro dia de dezembro, e lá vou eu, de novo, usar o blog pra parabenizar alguém. Pra mim, é uma forma de ter a pessoa sempre perto, embora eu possa apagar o post quando quiser. Mas me conhecendo bem, não vou apagar, gosto de manter as coisas do jeito que decidi fazer. Hoje é aniversário do Schatzi, portanto, perdão mas vou tentar escrever pouco e no meu parco inglês.

So, Schatzi... Here we are again. What could I wish for somebody that is now 40 years old and for me, still looks like 32? Health, in first place. A good and happy life, with all love of the world. After some years I could not imagine celebrate that with you again, but life is funny and ironic. I am happy that we made the right decision, and I am here again. Sometimes seems that I am so lost on my thoughts that I don't pay attention... I am observing everything and sometimes I get impressed how we still keep our friendship, the similar humour, and the wish that each other can be fine, no matter what happens to us. 

Honey, not matters what happens, I'm besides you, and you always knew this. You are not alone, and being honest, sincere with each other, our friendship goes far than 8 years. I'm sure that with all we passed in this life, we are now better persons and maybe we can have now understanding and capacity to talk. So, let's keep like that. I hope that you can feel happy everyday of your life and that comes more 40, 50 years. Let's celebrate!!! Long and great life for you, Schatzi!!! 
Cheers!! Prost!!

Falo com vocês em um próximo post. =)