quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

África - Tintin - Gent. Cansei! :)

Quase voltando pro Brasil e a vontade de escrever não é mais a mesma. Algumas impressões de lugares, algumas situações, não consigo descrever em palavras, ou mostrar nas fotos. Ficam guardadas, marcadas, na alma.
Final de semana passado fomos para a Bélgica, pra variar, e lá visitamos um museu que o Schatzi queria muito ver: Royal Museum For Central Africa, em Turveren (mais ou menos 20 min de carro de Bruxelas). O prédio é bonito, o jardim deve ser maravilhoso no verão, as pessoas são simpáticas e o museu bastante interessante. Pecam pela falta de luz, isso eu tenho que dizer. Não povo, não foi a COSERN que cortou... rsrs... É que eu acho que, em um museu, se você quer valorizar alguma coisa, tem que destacar com uma boa luz. A exibição que fomos foi sobre a Rep. do Congo, que foi colonizada pelos belgas. Nada muito extraordinário, a não ser pela parte da fauna africana. A Bélgica foi sede da Expo de 1958, o primeiro grande evento do pós-guerra, e para não fazer "feio", mandou expedições para a África para caçar os animais e empalhá-los. Duram até hoje, com exceção de uma parte dos rinocerontes, que eu vi... O make-up tá indo pras cucuias. Hehehe. No fim, eles mostram a colonização belga no Congo. De certa forma, me incomodou. Ficam naquela pose de bom colonizador, que o país progrediu enquanto colônia belga. Tanto é que deixam dois gráficos para quem quiser ler. Um gráfico mostrando os níveis de desenvolvimento enquanto havia suporte financeiro da Bélgica, e outro sem esse suporte financeiro. Claro, o gráfico sem o suporte financeiro mostra o Congo numa situação de muita pobreza e nenhum desenvolvimento significativo. Eu sei que nenhum colonizador é bonzinho, e exatamente por isso, me incomodou ver que deixam a mensagem que foram bons no ar, subentendido.

Saindo do RMCA, e ainda com tempo, decidimos ir para Bruxelas e lá, conhecer The Comic Strip Museum (alguns também chamam de Museu Hergé). Ok, eu achei o museu pequeno e faltando algumas coisas, mas fato é que alí os mais diversos cartunistas/quadrinhistas são destacados, e não apenas o "pai" de Tintin (que o Schatzi gosta e eu aprendi a gostar com ele). E quem é Tintin? Rá! De novo, vou ficar me achando. Tintin é uma personagem criada, em 1929, por Georges Prosper Remi, mais conhecido como Hergé. Tintin é um repórter que viaja o mundo, vivendo grandes aventuras. Dizem que as histórias de Tintin tem muita crítica política, tendo em vista que era época da Insurreição Bolchevique, da II Guerra Mundial, da alussinagem. Tintin é um "herói" nacional, tendo em vista como ficou conhecido no mundo inteiro.  
Spirou também é uma outra personagem conhecida no mundo todo, criado por Rob-Vel. Depois, dentro das histórias de Spirou apareceu Marsupilami, que se torna companheiro imseparável de Spirou e Fantásio, agora criado por André Franquin.


Quem mais? Ah, quem não lembra dos Smurfs??? Criados por Pierre Culliford, também conhecido como Payo, em 1958. O resto, eu não lembro. Sorry. Hehehe. 
No dia seguinte, decidimos ir pra Liège de improviso... Eu não lí nada sobre a cidade, e tão pouco achei q fóssemos lá. Final das contas... Não vi muito do que deveria ter visto, sequer achamos a estação de trem da cidade, que muito me interessava ver como é. Não consegui ter uma boa impressão de Liège, talvez por ignorância, mas quem sabe numa próxima oportundidade? Depois de decepcionados, a dica foi: Gent. Embora eu tenha passado o tempo todo evitando ir pra lá, topei. Gostei da cidade, claro, em especial a parte da Idade Média. As casas, os cafés, as ruas... Muito bom, fiquei imaginando os cafés, bistrôs, no verão. Espero um dia voltar por lá. Ou seja, o final de semana foi ótimo. Cansativo, porque como sempre, andamos muito, mas vale a pena descobrir novos lugares.


Esse final de semana, em que dou "Xaus" pra Holanda, ainda não foi decidido pra onde vamos. Queria ir pra Amsterdam, mas pode ser que nosso destino seja Düsseldorf e aí teremos que dormir por lá mesmo. Eu quero é aproveitar o tempo que ainda tenho por aqui, mesmo que seja com previsão de tempo chuvoso, mais frio. E ainda não sei se escreverei antes de voltar pra Natal, mas sei que acertei quando decidi vir. 
Até! 


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Antuérpia, Zoo… Euromast!

Estou devendo, é verdade. Eu deveria ter escrito semana passada, quando saímos para andar por Den Haag e Amsterdam, ver áreas que não andamos anteriormente, e voltar a olhar para onde já conhecemos mas de outro ponto de vista. Essas fotos, e infos, acho que só rolarão ao vivo. 

Decidindo assim, falo agora do final de semana passado. No sábado fomos pra Antuérpia, que como Bruxelas, me encantou. A cidade é pequena, mas charmosa. Tempo de viagem saindo de Delft, trocando trens em Rotterdam e chegando em Antuérpia, no trem mais rápido, uns 50 minutos. No trem mais lento, mais ou menos 1 hora e 20 minutos. Pagamos um total de 41 Euros, eu acho. Saindo daqui e viajando pela Benelux no final de semana, o preço é melhor. 

Como uma boa parte das cidades que visito na Europa, prefiro logo olhar as coisas históricas, medievais, e depois volto ao que existe de moderno. A Prefeitura de Antuérpia é de 1565, mas infelizmente não pude entrar, já que também havia um casamento naquela manhã. Antuérpia tem o maior segundo porto da Europa, ficando atrás apenas do porto de Rotterdam. Embora pequena, é uma cidade viva, por assim dizer. A parte antiga da cidade, o Grote Market, é bem interessante. Em meio a muitos restaurantes, bistrôs, e hotéis, se pode ver na mesma praça a Prefeitura, a Catedral de Nossa Senhora (datada de 1352), a Igreja de São Paulo, e uma escultura interessante no meio da praça, que simboliza a lenda da cidade. Mas isso conto daqui a pouco. 

Próximo ao Grote Market, indo em direção ao Rio Escalda, ou seja, o porto, podemos ver o Het Steen. O que danado é Het Steen? É um pequeno castelo, que hoje funciona o Museu Marítimo. Het Steen e a escultura na praça do Grote Market estão ligados... Conta a lenda que o nome Antuérpia vem da história sobre Druoon Antigoon, um gigante que cobrava caro dos donos dos barcos que passavam pelo Rio Escalda, e quando não pagavam, o gigante cortava uma mão dos donos dos barcos e jogava no rio.Aí vem o pulo do gato... Um centurião romano, chamado Silvius Brabo, matou o gigante e jogou as mãos no Rio Escalda. Dizem que daí vem o nome Antuérpia: Hand (Mão) e Werpen (Jogar, lançar). Juro que quando vi a estátua na frente do castelo pensei em outra razão dos homens olharem pra cima... Mas isso eu conto pessoalmente, ou nem preciso? Hahaha.

Ah, visitamos também a Casa de Rubens (Por favor, né? Casa de Mãe Joana, só no Brasil, tá? Rs). Como assim você não sabe quem é esse rapaz? (Ok, parei com a pose! Rs) Peter Paul Rubens foi um pintor belga (embora nascido em Siegen, na Alemanha porque o pai dele, que era uma boa bisca, teve um affair com a Princesa de Orange em Colônia, e tiveram que mudar pra Siegen), que foi muito conhecido na Europa, no Séc. XVII. Vale a pena visitar, mas se você não gosta de museus, artes, melhor ficar longe. Veja, Lidiane também é cultura! Hehehe 

Eu considero Antuérpia uma cidade cara. Talvez pelo volume de dinheiro circulando na cidade, por causa do comércio de diamantes (maior centro de polimento e comercialização de diamantes do mundo). Sabe todas aquelas marcas famosas e caras? Você encontra uma loja seguida da outra nas ruas de Antuérpia. Eu achei engraçado, porque até dando desconto, as peças dessas lojas continuam caras. 

No domingo, fizemos outro programa que eu adoro: Zoológico! Yep, todo mundo sabe que minha idade mental não passa de cinco anos de idade. Hehehe. Achava que o Zoo de Rotterdam era coisa pequena, que era só pra dizer que existia. Que naaaaada! Ficamos mais ou menos duas horas andando pelo Zoo, vendo leões, panteras, hienas, elefantes, suricatos, tubarões. Ufa! É muita coisa pra ver e a bateria da câmera não deu conta. Depois, fomos ao Euromast. Uma torre, a mais alta de Rotterdam com 185m de altura. Lá, você encontra bistrô, hotel e consegue ter uma vista panorâmica da cidade única. Paga-se a entrada, e você sobe para ter uma visão realmente total da cidade, depois sobe um pouco mais para entrar no elevador panorâmico (Euroscoop), que dá voltas enquanto você admira o visual. Só tinha um pequeno probleminha... Eu tenho MEDO (assim, grande mesmo) de altura!!! Pergunte se eu cheguei muito perto do parapeito... Claro que não! E pra subir no outro elevador? E sentar e o elevador começar a girar, mostrando a cidade enquanto vai descendo? A mão do Schatzi parecia ter sido muito apertada mesmo, porque apertei com força, viu? O.o Passado o susto (sim, porque o medo continua), fomos comer alguma coisa no bistrô, que eu acho bonito, talvez por ter a possibilidade de ver o sol se pondo lá de cima. Mas, é caro para um atendimento "marrom".
Por fim, um final de semana cheio de o que fazer. Próximo findi? Bélgica de novo. Bruxelas de certo, e talvez, uma possibilidade bem distante, Bruges. Algumas fotos: