Ah, esses dias de tensão (tem um N no meio da palavra, mas não se deixe levar pela ausência ou existência da letra)... São lindos. Me serviram pra ficar alerta e assistir boa parte do Australian Open... Tá bom, fui motivada por uma coisa pecaminosa. Um querido comentarista do TL, e tuiteiro como eu, lançou um desafio: Escolher uma jogadora e se ela ganhar o Australian Open, ele paga crepe + café pra mim, na cafeteria que ele sabe que gosto de ir. Missão difícil, mas desafio aceito.
Muita gente sabe que joguei Basketball um período da minha vida (tenho boas histórias, aprendizados e bons resultados, modéstia a parte), mas pouca gente sabe o quanto sou apaixonada por esportes em geral, e um que nunca pratiquei, mas amo! Sei as regras, os jogadores do momento.. Falo do Tênis (Hamster, pela caridade... Tem um T!). Eita, agora lembro como estou ficando velha. Vi Martina Navratilova em final de carreira, vi os belos duelos entre Gabriela Sabatini (minha favorita sempre) e Steffi Graf, depois os duelos Steffi Graf e Mônica Seles, depois Arantxa Sanchez-Vicário, etc... No masculino também vi Pete Sampras, André Agassi, Jimmy Courier, e tantos outros. Não perdia um torneio de Grand Slam (Australian Open, Rolland Garros, Wimbledon e US Open), ainda que tivesse que ir para a aula no dia seguinte. Com o tempo, ou o Tênis começou a ficar chato, ou minha impaciência não me deixava mais varar madrugadas assistindo, ou as duas coisas juntas. O fato é que perdi o interesse.
Depois de um bom tempo, um rapaz me chamou a atenção no circuito da ATP (masculino), um suíço chamado Roger Federer. Elegante, habilidoso, psicologicamente equilibrado, um tenista quase perfeito. E na leva veio Rafael Nadal, Novak Djokovic, e tantos outros. Gosto do Djoko, apenas lamento não ver mais as brincadeiras que ele fazia na quadra imitando os colegas de profissão. Deve ser o preço de chegar ao topo do ranking.
No feminino, dominado por muito tempo pelas irmãs Serena Williams e Venus Williams, felizmente novos valores apareceram e se somaram aos valores que já estavam no circuito WTA (feminino). Não nego, sou fã das sérvias Ana Ivanovic e Jelena Jankovic (apesar da JJ ter dado uns "migué" durante os seus jogos por uns tempos aí). Hoje o circuito é muito bem disputado (não vou ficar citando Wozniacki, Azarenka, Radwanska, Na Li, etc).
Precisei escrever tudo isso pra explicar minha favorita no desafio "crepe + café". A mulher é bonita, tem quase 1,90m, fará 25 anos em abril, já foi número um do mundo, já teve contusões seríssimas no ombro, tem fama de abusada, durante seus jogos grita que é uma beleza (e eu me perguntando se ela é assim em outras horas, porque se for, tenho pena do rapaz rsrs), é russa e mora nos Estados Unidos há anos. Gosto, mas não sou fã dela... Maria Sharapova.
Escolhi Sharapova porque ao assistir a segunda rodada de jogos vi determinação, o olhar de vencedora. Internamente, me convenci. Agora é aguardar a semifinal contra a Petra Kvitova, e quem sabe fazer a final ou contra a Kim Clijsters ou Victoria Azarenka. E no masculino? Apesar do Nadal x Federer na seminfinal, e jogar contra o Andy Murray, torço pelo Djokovic.
Abaixo, Maria Sharapova. Se minha a aposta der certo, rá! =)
*Escrito ao som de Mika, "Relax, Take It Easy" (música que embala os comerciais da ESPN durante o Australian Open)

