“Pra ser sincero não espero de você, mais do que educação, beijo sem paixão, crime sem castigo, aperto de mãos, apenas bons amigos. Pra ser sincero, não espero que você minta, não se sinta capaz de enganar, quem não se engana a si mesmo…” – Pra Ser Sincero (Engenheiros do Hawaii)
Enquanto realizava meu momento “Amélia”, aliado ao momento “Isaura”, fiquei pensando sobre pessoas, situações, emoções, e logicamente, olhando para meu próprio umbigo. Como tenho dito para alguns, esse blog não passa de um processo de autoanálise, dando espaço para possíveis viagens (geográficas, realizem! rs), informações sobre as tais viagens, mas sempre tudo sendo relatado do meu ponto de vista e me dando a liberdade de escrever como quiser sobre qualquer assunto. Ou seja (estou adorando escrever esse “ou seja”), é um blog pra lá de egocêntrico.
Como muitos sabem, sou tuiteira (www.twitter.com) assídua (para não dizer viciada) e no microblog aproveito para expor minhas opiniões sobre determinados assuntos, mas não de forma irresponsável, e muitas vezes até evitando comentar algumas coisas para não ter confltos (ou aborrecimentos) maiores. Esses dias fiquei me perguntando se aquela pessoa no Twitter, do Orkut, do Messenger, é a mesma pessoa que escreve aqui, que está no dia a dia com os amigos, família. Perguntando e ouvindo os amigos feitos no twitter (que já conheço pessoalmente), as pessoas que estão perto, percebi que sim, sou aquela Lidiane do twitter, exatamente a mesma (embora eu ache que ao vivo eu pegue um pouco mais leve). A pessoa com comentários irônicos, com ar sarcástico, direta e nem sempre como um humor muito bom. Assim, entendi que não posso ser responsável pelas expectativas de quem quer que seja sobre mim, sei que apenas quem convive comigo, quem tem minha confiança e com quem me sinto livre para brincar, me divertir junto, é quem pode emitir uma real opinião sobre quem sou.
Digo isso porque tenho visto/lido pessoas de faixa etária entre 20 e 30 anos falando em maturidade e o que esperam, ou como vêem, a maturidade em uma pessoa 10-15 anos mais velha (e também falam dos mais novos). A idealização sobre a maturidade que criam para si acaba sendo transferida para outras pessoas (em especial aquelas que se relacionam), e daí tiram conclusões da maturidade (ou falta de) nos outros. Acho isso bem interessante, porque as pessoas realmente maduras não passam boa parte do tempo vendo infantilidades ou imaturidades seja em quem for, apenas preferem viver cada etapa da vida sem discutir o que é maduro ou imaturo.
Por uns minutos me questiono se seria maturidade uma pessoa, para querer se autoafirmar, ou até mesmo para inferiorizar outra, taxá-la de infantil. Se seria maturidade fazer pose de uma pessoa muito forte, decidida, e quando a tempestade se forma, passar a responsabilidade para outros ou até mesmo procurar sair da forma mais fácil, deixando tudo mal resolvido. É maduro não pedir desculpas, mesmo sabendo que fez, falou ou escreveu bobagens? Não que mude alguma coisa no passado, mas é, pelo menos, justo com quem sofre com o “deslize” ter algum tipo de retratação, nem que seja absolutamente privado, reservado, apenas para que as duas pessoas saibam. Obviamente só valem as desculpas verdadeiras, aquelas para “constar” são dispensáveis mesmo.
Ando mais desconfiada do que o normal com tanta gente inteligente, com tanta gente “racional”, mas absolutamente descompensada emocionalmente. Sempre preferi os passionais, embora seja atraída pelos inteligentes, alguns tidos como racionais (intelectuais? Dando tempo ao tempo, please). A inteligência emocional sempre me fascinou, afinal lidar com emoções próprias, e alheias, é um processo altamente enriquecedor, embora cheio de descobertas nem sempre agradáveis (algumas dificuldades me atraem) e com soluções que só apenas quem consegue enxergar além do óbvio pode sugerir. O emocional só se aprende sentindo, não tem outro jeito.
Talvez por isso, por não entender de muitas coisas, não compreendo como alguns conseguem atrair muitas pessoas boas, inteligentes, mas não conseguem manter essas pessoas pela vida a fora, transformar em laços fortes, relações duradouras. Também não consigo compreender aquelas pessoas que tinham um julgamento, e condenação, sobre outros e, não mais que de repente, aparece uma extrema e total confiança em relação à mesma pessoa que foi julgada e condenada. Mudanças tão rápidas sobre o julgamento do caráter de terceiros ainda me causa espanto. Talvez seja porque alguns processos em mim sejam lentos.
São muitas personagens que têm como pano de fundo uma enorme hipocrisia, um enorme desejo de ver no outro as suas “deficiências”, sem falar que apenas reconhecem qualidades quando as coisas são do seu interesse, quando as personagens podem ganham alguma coisa com isso.
É por isso, Hamster, que hoje eu tenho uma certa “facilidade” de usar a chavinha que você diz que tenho. Pura necessidade de sobrevivência, uma forma toda minha de exercer o meu amor próprio. Aquele sentimento que me faz sofrer, não serve na minha vida, eu já tirei dele o que precisava e agora posso me desfazer daquilo que não serve para a minha felicidade. Eu sei que você faz diferente, porque tem uma enorme generosidade, porque se preocupa, se apega e demora desapegar muito mais do que eu. E para ser sincera, prefiro que você seja exatamente do jeito que é, afinal, são essas diferenças que também nos faz aprender uma com a outra… Se é que você aprende alguma coisa comigo. Rsrsrs
Alguém pode perguntar se tenho uma personagem… Óbvio q sim! Todos temos, mas a minha é tão clara, tão previsível, que nem deixo dúvidas e talvez isso confunda as pessoas. Só quem me conhece (não em uma ou duas conversas, mas no decorrer de um período, dependendo da sensibilidade de cada um) é quem consegue diferenciar a personagem da pessoa por trás da personagem. Sou bem consciente que nem todos têm a mesma paciência, nem o mesmo interesse, afinal, muita gente gosta da facilidade que os julgamentos precipitados trazem.
(To Be Continued…)
“Eu quero ficar perto de tudo que acho certo, até o dia em que mudar de opinião. A minha experiência, meu tato com a ciência, meu conhecimento e minha distração. Coisas que eu sei, que adivinho sem ninguém ter me contado…” – As Coisas Que Eu Sei (Danni Carlos)
Os seguidores do quê escondido
Há 9 anos

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