sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Areia - Parte I

Pensei em escrever apenas um post sobre minha repentina decisão de conhecer Areia/PB.  Mas antes, quero dizer que demorou, mas como se percebe, voltei a escrever no blog. Muita coisa aconteceu, muitas águas rolaram, perdi e reconquistei minha paz mas, continuo aqui, firme e forte, porque, como diz a Clau (cocalight #twitter)... Não sou de paz parada, sou de guerra centrada. ;)

A primeira parte sobre a ida para Areia, tentarei passar minhas impressões e calvário sobre Areia, contando o caminho até a Serra da Borborema. Vamos lá! 

Areia fica no Brejo paraibano, distante seis horas de Natal (se a escolha for ônibus). Terra do Areia Fest (antigo Brega Areia), que começa em setembro; do pintor Pedro Américo (disfarce e jogue no Google, urgente! Hauhauhau): dos engenhos produtores de rapadura e cachaça; de clima ameno (dizem que no inverno é frio mesmo). Areia é uma cidade bastante acolhedora. Esperava uma temperatura fria, mas do dia que cheguei até o dia que fui embora a temperatura ficou entre 23 e 26 graus (talvez uns 18 graus à noite), portanto, mais quente do que eu esperava. 

A jornada foi quase uma epopeia. Acordar às 03h30h, chegar à rodoviária de Natal para sair às 05h30 e dar de cara com um ônibus velho da empresa Nordeste (velho mesmo! Sem ar-condicionado, cadeiras duras feito pau desconfortáveis, e pelo menos uma barata, que eu vi! #todasgrita) foi bem desesperador desanimador, fora lembrar as longas seis horas de viagem (mp4 serve pra isso mesmo). Mas tudo bem. 

O ônibus é Natal-Campina Grande, passando por Areia. Simples, não? Aaaaah, se fosse!!!
Por causa das chuvas, caiu uma barreira em Areia, e os grandes ônibus interestaduais não podem/podiam subir a Serra da Borborema (segundo disse o povo da Viação Nordeste). Logo, eu teria que descer em Guarabira e pegar um outro ônibus para Areia. Ops... Eu disse Guarabira? Esqueça! Todos (motorista, fiscal do ônibus, Lílian e eu) decidimos que seria melhor descer em Alagoagrande. Falei ônibus? Esqueça em dose dupla! 

Pegamos um “alternativo” que iria pra Remígio, mas por falta de usuários, decidiu levar a mim, Lílian e mais algumas pessoas pra Areia. Quem é Lílian? Bora lá: No final da história toda, dentro do ônibus pra Campina, “garrei” no papo com duas meninas de Natal... A Lílian, vetinária, pós-graduanda em Produção Animal (será esse o nome? rs), indo para Areia, e Luíza, estudante de Psicologia (apesar do curso, ela tem cara de normal rsrs) em Campina Grande. No fim, deu tudo certo... Chegamos, né? rsrs

A cidade é pequena, mas simpática. Se eu viveria em Areia? Por escolha? Não, me faltaria muita coisa. A vista de cima da serra é bonita, o clima é bacana, as pessoas são super receptivas mas minha praia, para viver, é outra. Fiquei na Pousada Aconcheg’art. Simples, rede wi-fi que funciona principalmente no corredor onde ficam maior parte dos quartos, preço razoável, funcionários muito prestativos e bons de papo. Se quiser uma pousada mais cara, com restaurante e bar na própria pousada, com super rede wi-fi, recomendado por todos da cidade: a Pousada Vila Real. 

A cidade não tem vida noturna, se quiser se divertir como se faz em cidades maiores, melhor ir pras cidades vizinhas, ou ir direto pra Campina Grande, distante 1 hora de carro. Existem restaurantes pela cidade, nada de luxo, pelo que vi. O visitante não passa fome, eu garanto. Outra coisa, há agência do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Se você tem cartão desses dois bancos, está salvo. Hehehe.

O Centro acaba meio bagunçado, por existirem os carros que transportam as pessoas para as cidades vizinhas e João Pessoa, além dos ônibus das empresas São José (pras cidades vizinhas e Campina Grande) e Bela Vista (para João Pessoa), todos concentrados numa praça próxima a um dos prédios da Prefeitura. E mototáxi, tem de “ruma”. Uma coisa que me chamou a atenção em Areia é o fato de a maioria absoluta da cidade preservar a fachada antiga das suas casas, e pintam com cores que variam do verde ao rosa (fúcsia? Magenta? Escolham! rs) com amarelo.

Não conheci os engenhos, porque ir sozinha é chato e se gasta mais do que se deve, afinal, um guia para uma pessoa é diferente de pedir um guia para um grupo. Para não dizer que não trouxe nada, resolvi comprar geléia com cachaça e garrafas de cachaça, porque né... rsrs

Vale a pena conhecer Areia, mas sugeriria um roteiro que visitasse também cidades vizinhas na mesma semana, porque como me foi dito e comprovado, Areia não tem vida noturna. Fotos abaixo, que deixam o post maior do que já é. Para ver as fotos maiores, só clicar nelas.




























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