sábado, 7 de abril de 2012

Dia Do Jornalista

Em conversa com as "beudas", a Gabi me deu a sugestão de falar sobre o Dia do Jornalista, que é hoje. Fiquei pensando sobre o que dizer. Logo eu que nem sei como resolvi entrar na profissão. Sim, acho que todo mundo sabe que sempre disse que queria fazer Administração, e que ainda cursei um ano e meio de Formação de Executivos (o curso tinha/tem a duração de três anos). Não lembro quem me sugeriu Jornalismo (mas lembro que disse que era muito a minha cara), e nem sei como achei que a ideia era boa. 

Quando entrei na UFRN em 1998 queria trabalhar em bastidores de Tv. Até hoje não aconteceu. Logo em 1999 fui chamada para fazer artigos para um jornal comunitário (daqueles feito para alguns bairros), depois de um breve papo com o dono do jornal, Jair Cordeiro. Depois que um amigo da família, Jorge Araújo, que era político, dono de um jornal também comunitário, leu meu artigos, me chamou pra escrever os artigos para o jornal dele. E assim entrei no impresso, sem querer... E fiquei, mas nada de me animar em procurar os "grandes" jornais de Natal. Me contentei em ser repórter/fotógrafa/pauteira/co-editora do "Voz da Zona Norte". 

Alguns acham que me contentei com pouco... Digo que aprendi muito com os jornais comunitários. Pude ficar mais perto de gente que faz a comunidade, de verdade; vi os problemas de perto; pude colocar alí a esperança das pessoas para que seu problema no bairro fosse solucionado. Sem contar que na "Voz da ZN" sempre tive os improvisos das entrevistas do mês. Do tipo: "Esqueci de dizer, mas hoje você vai entrevistar o político tal". E eu sempre tive que ficar antenada em tudo que acontecia para não chegar sem sequer saber do que se tratava o assunto. Também aprendi como as pessoas se promovem nesse meio. Quer dizer, acho que sempre soube, só não me era tão claro. Passei anos nesse jornal. Cheguei meio como estagiária, e sai dele formada. E uma coisa importante: Sempre tive opinião e fui respeitada. 

Ainda em 1998, iniciada (ui! rs) pelo meu amigo mossoroense Aguinho, aprendi a mexer com a Internet. Nunca mais quis outra vida. Fato! A Web me trouxe amigos, me trouxe informação, me trouxe o mundo. Me trouxe até amores. Recentemente essa paixão pela rede mundial me trouxe também trabalho, coisa que todo mundo que me criticava por passar tanto tempo na frente do PC teve que engolir. Claro que ainda há gente que insista em não enxergar que o fato de trabalhar em casa, usando a Internet, é trabalho e exige a rotina e disciplina de um escritório. Assim como no impresso, trabalhar com Laurita na web me traz um aprendizado enorme, uma parceria das melhores justamente por ela ser uma pessoa de caráter e que assim como os outros, respeita minhas opiniões. No TL tenho toda a liberdade de escrever sobre o que quiser, sem censura, e obviamente ser responsável pelo que escrevo.

Sou crítica ao comportamento de alguns colegas, e tento não ser antiética. Jornalista ganha pouco, trabalha muito, e muito se espera dele (meu diploma vale, vale todo o esforço e dedicação que tive para conseguí-lo, isso não tem Ministro do STF, ou idiotas, que tire). Alguns acham que precisam de holofotes, pra esses digo que jornalista não é artista, quem tem que brilhar, aparecer, é a notícia. Outros jornalistas meio que já viraram "prostitutas" da profissão, antes mesmo de terem um diploma em mãos; vendem até a mãe para conseguir viver apenas e tão somente do prestígio momentâneo que o poder pode dar, para aproveitar que existe alguma influência e começar algum projeto, muitas vezes vendendo a capacidade que não tem. 

Talvez eu ainda seja muito idealista, e ache que esse falso glamour da profissão é uma babaquice. Amo o que faço, e várias vezes tentei mudar o foco, mas sempre me apareceram ofertas, ou promessas, que me fizeram permanecer fazendo o que faço... Por isso continuo crendo que dias melhores virão. 

Ah, antes que eu esqueça.. Mimo de Páscoa da chefe, não tem preço. Ó:


Soundtrack: 
"Tentación" - Mario Bischin; "Dance House" - DJ Jen


Nenhum comentário:

Postar um comentário

O problema é dar cabimento, escreva aí: